quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Texto: Separados


Hoje eu acordei e quando olhei pela janela vi que era só mais um dia de extremo calor, aquela preguiça rotineira de levantar da cama e um tenso clima pairando sob o ar da briga que teve ontem à noite. Queria que tivesse sido apenas um sonho, mas não era e toda vez que eu fechava os olhos via a imagem nítida da minha mãe chorando e meu pai arrumando suas coisas. Não quis vê a briga mas era inevitável pois da esquina de casa já dava pra ouvir os gritos de um amor rotineiro que com os dias ia se dissipando.
Despedi dos meus amigos da esquina mesmo e disse para eles irem que eu ia conseguir resolver tudo. Quando abri a porta da frente tudo estava diferente, a tensão parecia um pedra que estava sobre minha cabeça, minha mãe me olha assustada e sorrir nervosamente.
- Maia vá para seu quarto querida, está tudo bem e ...
- Está tudo bem? Quem você quer enganar Ester? Faz tempo que isso tudo esta um desastre, Maia tem que saber o que está acontecendo ela não é mais uma criança.
Meu pai a interrompe aos gritos e percebo que ele está um pouco embriagado. Eu odiava as brigas deles e não era de hoje que ele dizia que ia nos deixar como fez quando eu tinha uns 3 meses de vida. Nunca soube lidar com esse tipo de ameaça do meu pai, fiquei sem reação no momento, se eu ficasse ali com toda certeza eu teria que escolher com quem eu deveria ficar, então só continuei andando e subi as escadas e alcancei a porta do meu quarto enquanto meu pai dizia que minha mãe sempre humilhava ele na frente das pessoas. Eu só conseguia pensar em quão egoísta ele estava sendo no momento e não via o esforço que minha mãe fazia para manter aquela família unida.
Em dias de brigas assim eu me trancava no quarto e só ouvia as vozes, me imaginava em uma novela de rádio, era uma coisa legal e o povo daquela época sabia como interpretar bem. Ouço a porta do quarto dos meus pais abrir e tudo fica em silencio, 5 ou 10 minutos depois, não sei ao certo ela é batida com ódio, passos apressados descendo as escadas e depois uma batida na porta da frente, carro sendo ligados, pneus cantando, curva sendo feita, barulho do motor se perdendo na esquina, silencio.
Saio do quarto minha mãe se encontra na sala com a luz apagada acho que está com os olhos inchados de tanto chorar e deve se encontrar um pouco rouca também, não tenho coragem de ir até ela, mas dou um sorriso sem mostrar os dentes como seu eu quisesse falar que está tudo bem, não consigo ver a expressão dela por causa da falta de luz aonde ela está. Abro a porta e não vejo o carro do meu pai estacionado na rua, tranco a porta, volto para meu quarto e durmo.
Sei que tenho que tomar uma decisão e que o certo, segundo a sociedade, é ficar com minha mãe, mas não quero pensar sobre isso, nem tenho certeza que isso foi um adeus, acho que a separação é a melhor maneira de acabar com as brigas e tentar resgatar aquela amizade que tinha quando se conheceram. Levanto, fecho a cortina e volto pra cama.

domingo, 24 de agosto de 2014

Top 2

Quem ai não gosta de música atire a primeira pedra... Cadê as pedras moçadas!? kkkk (nossa Dri que piadinha mais sem graça), enfim, hoje em dia a mulherada tem entrado com tudo no mundo do rock n' rool, hoje vou mostrar 2 bandas que eu amo ouvir com o vocal feminino.

A Dama e os Vagabundos

Essa banda é composta por quatro integrantes eles são: Tuany Faria, Daniel Carvalho, Fernando Alvarez e Herón Barros. A banda é mais alternativa, eu conheci essa banda em um evento que teve na minha antiga cidade e simplesmente me apaixonei pela banda. Site oficial da banda.



Mover Over

 Desde a primeira vez que eu ouvi essa banda eu simplesmente me apaixonei, Mover Over é composta por: Adriana Santana ( a Dri), Leandrinho, Arley Wood e Gabriel Beijamim. A banda foi criada em 2003, começaram a tocar em bares com cover até conseguirem ganhar em segundo lugar em um concurso com uma música autoral. Esse ano eles participaram do Superstar, infelizmente não ganharam, mas conquistaram milhares de fãs ( inclusive eu ). Site oficial da banda